Rafinha, aposta do Rio Claro e de Tarcísio, seu pai
CAÇULA DE OURO

por Bruno Winckler
bruno.winckler@grupoestado.com.br

Rafael Eduardo Costa tinha de ser jogador de futebol. Caçula tardio de uma família de classe média em Araras, Rafinha, o camisa 10 do Rio Claro no Paulista Sub-17, realizou o sonho de seu pai Tarcísio. Ele é o vice-artilheiro da competição com 13 gols, três atrás de Henrique, do São Paulo.
O patriarca da família Costa sempre gostou de futebol e tentou passar aos filhos sua paixão. Tarcísio Júnior, 38 anos, virou biólogo. Ricardo, 31, é advogado. O primogênito até tentou jogar profissionalmente, mas um problema no joelho o tirou de combate. Seu Tarcísio teria de se contentar em torcer pelo Palmeiras, seu time de coração. Até que 14 anos depois do nascimento de Ricardo, uma inesperada gravidez de sua esposa Rita reanimou o pai a ter em casa um jogador de futebol. "Foi a rapa do tacho", brinca Rita, xodó de Rafinha e, como toda mãe, declaradamente fã número 1 do filhão.
Quando viu que o caçulinha tinha jeito pra coisa, seu Tarcísio não pensou duas vezes. Incentivaria Rafinha na profissão. "Desde pequenininho eu o levava para jogar futebol. E ele semrpe gostou de bola." Aos 5 anos, Rafinha já se destacava pela Associação Atlética Ararense. Foi penta campeão municipal. De lá pra cá, o menino canhotinho não parou mais. Jogou no União São João, na Inter de Limeira e no ano passado assinou seu primeiro contrato profissional por três anos como Rio Claro. "Estou satisfeito aqui, mas tenho vontade de jogar num grande clube de São Paulo", confessa Rafinha, com a voz tímida de um garoto ainda. Rafinha mora em Limeira, onde treinam as categorias de base do Rio Claro.
Meia canhoto habilidoso, dizem com o estilo de Alex, do Fenerbahce, ele chegou a treinar no São Paulo, mas a saudade de casa o fez voltar. Tinha 12 anos e a distância dos pais pesou. "Ele ligava aqui chorando. Era muito novo. Não tinha como continuar", lembra dona Rita. A família acredita que ele fez a escolha certa. "Em Limeira, estuada e treina. Não pode parar de estudar", diz a mçae, presente em quase todos os jogos do filho. "Quando a gente vai, ele joga melhor", diz. Com uma torcida dessas, Rafinha vai longe.

Fonte: Jornal da Tarde



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